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    domingo, 20 de novembro de 2011

    Algumas coisas precisam ser deixadas para trás.

    Sempre que a gente se desfaz de alguma coisa, é difícil, independente do que seja, ainda mais se existe há muito tempo, ou você já está acostumado(a) com aquela situação. Sempre dói mais ter algo e perdê-lo do que não ter aquilo desde o começo, sempre digo isso. Ok, é verdade, mas mesmo assim, tem males que vem para o bem, e infelizmente tem coisas que atrasam a gente e que precisamos nos livrar, como eu disse, por mais que doa.
    Quantos relacionamentos acabam, e muitas as vezes ambas as partes nem sentem mais amor, mas ainda sofrem devido ao costume, a convivência, a situação cômoda. Eu já vi várias vezes isso acontecer. Várias amigas minhas, ISSO NÃO É INDIRETA, porque já foram várias, vieram me dizer que não conseguem ficar sozinhas, e que precisam namorar. Vamos ver ... se a pessoa está tão carente, e tem tanta necessidade assim, elas não vão escolher a dedo alguém para namorar, elas não vão pensar com o coração, e sim com a cabeça, e passarão a "gostar" de qualquer um, assim, o relacionamento irá acabar, pois não será amor, apenas algo para suprir a necessidade, e vocês podem observar que as pessoas que tem mais pressa ou "sede" de estar em um relacionamento sério, não conseguem um, ficam solteiras e provavelmente vão passar a vida inteira assim, ou então, pulando de um relacionamento pra outro. Elas não esperam acontecer, elas não deixam o tempo falar ao seu favor, elas não deixam REALMENTE o amor bater a porta delas (sim, estou falando essas coisas gays, porque apesar de não querer um relacionamento, eu sei que o amor verdadeiro existe, as pessoas só não tem paciência de esperar, elas querem achar a qualquer custo), e então, vem a frustração, e é isso aí. Tenho no fundo dó, porque primeiramente, essas pessoas não vivem bem sozinhas, ou seja, com elas mesmas, elas precisam de alguém para completá-las porque não se sentem inteiras. Um relacionamento só é bom quando é pra se somar, não para se subtrair, substituir ou suprir necessidades. Conheço muita gente que realmente ama de verdade, passa por cima de qualquer coisa, e outras, apenas pra fechar o buraco da carência, ou pra ter sexo semanal.
    Enfim, isso não acontece só nos relacionamentos, isso acontece com brinquedos, coisas antigas, roupas, amizades, e tudo que as pessoas possam imaginar.
    Quantas vezes a gente deixa um brinquedo guardado no guarda roupa por mais de meses, e quando nossos pais decidem distribuir a quem precisa, a pessoa fala que é dela, se revolta e começa a brincar do nada com o brinquedinho? Qual é? Todo mundo já fez isso, hoje pode não fazer, mas um dia já fez.
    No começo do ano, dei a maioria dos meus ursinhos de pelúcia (que eram muitos) e várias roupas, várias coisas, doeu, por mais que ficassem que nem estátuas na estante, aquilo fazia lembrar a minha infância, de outros tempos, que já fui criança, e um passado bom, mas que felizmente ou infelizmente já tinha passado, e hoje, outras pessoas precisariam disso, assim como "precisei" um dia. Por mais que tenha doído, fui pegando bichinho por bichinho e colocando na sacola, e MESMO assim, tinha alguns que não conseguia me livrar de jeito nenhum, então, guardei, ou porque lembravam alguém, ou porque lembravam alguma coisa boa, uma época boa, uma fase, enfim ... Mas doei bastante, e quando eu vi a cara daquelas crianças ...


    ... a paz que eu senti, o bem que me fez, foi inexplicável. Ah, se tudo mundo pudesse fazer o bem, por menor que seja ele, o mundo seria tão diferente... pois bem, aqueles brinquedos eram lembranças maravilhosas que marcaram minha infância, mas que passou, PRECISAVAM ser deixados pra trás e fazer a infância de outras crianças.
    O mesmo ocorre com roupas, e com amizades.
    Algumas amizades, umas de anos, umas de meses, umas de décadas ... a cada dia que passa, você se apega a uma pessoa, mas dizem que confiança só se quebra uma vez, e quando essa é quebrada, é muito difícil voltar a ser o que era antes, na verdade, quase impossível. Eu concordo quando dizem que amigos são irmãos que a gente pôde escolher. Só que muitos não sabem o que significa a palavra irmão, a palavra fidelidade, cumplicidade, amizade, companheirismo, etc. Muitas vezes continuamos com uma amizade a qual não confiamos, mas por gostar tanto da pessoa, a gente tenta levar pra frente, mas acho que isso nunca dá certo, e por mais que você goste da pessoa, ou tenha carinho por ela, as vezes é preciso que ela seja deixada para trás. A sua vida só vai pra frente depois que você se desapega das pessoas que te levam pra trás. Seria bom se antes de nos apegar a uma pessoa, desse para ver o caráter dela, porque sofreríamos BEM, bem menos ... mas o que se tem a fazer? Conselhos? ok, mas tentar mudar a pessoa, por mais que isso faça bem a ela, não é legal, acho que ninguém gosta de ser mudado(a) ou que as pessoas fiquem apontando seus defeitos, nós mesmos já conhecemos nossos defeitos, não precisamos que ninguém os repita para nós mesmos. Mas, as vezes a compatibilidade entre as amizades são tão diferentes, que não se tem mais nada a fazer, do que deixar pra trás, guardar aquilo que foi bom, nunca esquecer das coisas que passaram, mas tocar com a vida. Acreditem, é tão dolorido como terminar um relacionamento. Nos desfazer das coisas, é muito triste, mas é melhor sofrermos um pouco nos desapegando agora, do que sofrermos mais nos desapegando no futuro, porque um fato da vida é: Quanto mais tempo juntos, de intimidade, mais difícil vai ser a separação.

    Repito, apesar de doer ... o que se tem a fazer?

    @nati_nina



    sábado, 19 de novembro de 2011

    Britney Spears

    Bom, como ontem teve o show da Britney Spears e eu estive lá, resolvi falar um poucosobre como tudo começou.
    Quando eu tinha meus 11/12 anos, eu era viciada na Britney, tinha tudo dela, foi como chiquititas, era meu "vício" (podemos dizer assim). Lembro que na escola era uma briga terrível em relação a Britney Spears e Avril Lavigne. Eu lembro que nessa época, de quinta série, eu detestaaaaava a Avril Lavigne (não me perguntem porque, hoje escuto todas as músicas dela), mas era um "ódio" assim, a ponto de estragar amizades. E como nada no mundo é perfeito, eu amava a Britney, e a minha irmã a Avril. Vocês podem imaginar o inferno que era aqui nessa casa não? Era pior! Tinha dó da minha mãe. É como hoje a modinha de "restart"e "cine" ou "pc siqueira" e "felipe neto", claro que só crianças ficam nessa birrinha imbecíl, mas querendo ou não, todos nós já fomos crianças e todos nós já tivemos um ídolo pelo qual morrer
    ia, e o outro pelo qual mataria. Por isso tento ficar na minha quando v
    ejo fãs anormais de restart ou bandas do tipo chorando, colocando coisas no twitter e fazendo guerrinhas, porque, SÃO CRIANÇAS, e uma hora VAI PASSAR, vão olhar pra trás e rir de tudo isso, assim como eu dou risada hoje. São fases que as pessoas passam, e que temos que respeitar! Afinal, a vid
    a é feita de fases, right? (:

    Pois bem, como eu falava, eu era viciada, eu tinha todos os cds, e todos os dvds, eu lembro até os que eu era mais viciada:



    Esses 2 cd's eu lembro que decorei todas as músicas, e sabia tudo. Aliás, demorou um bom tempo para que eu me "desviciasse" (se é que essa palavra existe) em Britney Spears. Quando ela começou com o álbum "my prerogative" eu ainda gostava MUITO, mas não tanto como antes.


    Bom, aos poucos eu fui crescendo, amadurecendo, e abrindo minha cabeça. Comecei a ouvir Avril Lavigne, comecei a gostar de outras bandas e de outras coisas além de músicas também. Larguei mão um pouco da MTV que tinha o "top clash" "top 20" e também o multi show (esqueci o nome do programa, passa até hoje). Aos poucos também, a Britney foi sumindo um pouco da mídia. Também, com os problemas que essa mulher tem, quem aguentaria?
    Pois bem, até que anunciaram que ia ter o show, e como ela veio pouquíssimas vezes pra cá, eu não iria perder a oportunidade, apesar de já ter meus 18 anos e meus gostos serem completamente diferente do que foi há um tempo atrás. Era uma oportunidade (apesar de cara) de realizar um sonho do passado, e como a minha irmã mudou a cabeça dela também, e nos dias de hohe gosta mais da Britney do que da Avril, resolvemos ir as 2.
    Se a gente visse essa cena no passado, ninguém acreditaria. Tayna, minha irmã, mais viciada do que eu na Britney Spears, e eu ... nem tão empolgada. Trocamos de papel. I guess ...
    Bom, o show, como esperado, estava LOTADO, com fãs fanáticos, com bandeirinhas na cabeça, blusas escritas sobre a Britney, enfim, coisas que em todos os show vemos ... O que primeiramente ganhou pontos comigo no show, foi a pontualidade. O show dizia no bilhete que começava as 22 horas, e realmente começou as 22 horas EM PONTO. Até colocaram um reloginho no telão quando faltavam 29 minutos. Achei a ideia genial. E como a minha irmã já tinha ido no show da Miley Cirus esse ano também, ela disse que o show começou pontualmente as 21:30 como estava marcado. Que diferença das bandas brasileiras em? hehehe. Sério!
    Mas então, a Britney é LINDA, muito embora eu tenha visto ela só de longe, deu pra ver, mas no telão a imagem ficou muito melhor, e deu pra ver nitidamente. Ela é TODA linda, sem exagero nenhum. A voz dela é linda, o corpo dela é lindo, tudo é lindo. Parece até que foi feita no photoshop. as roupas dela era uma mais linda do que a outra, impressionante.
    Depois de um tempo, ela chamou umas 15 pessoas pra subir no palco pra cantar "I wanna go" depois das 15 pessoas subirem, claro que sempre tem um babaca que se soltou dos seguranças e agarrou a perna dela e começou a falar que amava ela e tudo e tal. Ela ficou MUITO sem graça, não sabia o que falar, até que o segurança foi tirar o imbecíl, e ela quebrou o gelo com uma piadinha "Relax, I call him later" (relaxem, eu ligo pra ele depois).
    Bom, se a Britney ficou feia uma época, careca, e gorda, posso garantir com toda certeza que ela já deu um jeito em TUDO isso, ela está assim como foi antes. Linda!
    Eu sei que muita gente não gosta dela, até pelas coisas que ela faz. Mas pensemos, a mulher sofre pra caraaaaaaaalho, e temos que admitir que guerreira ela é. Imagine uma mãe ser exonerada de ver os filhos (ok que ela que causou tudo isso) mas venhamos e convenhamos que o marido dela também não é um dos melhores, sem contar, que ela foi exonerada não por fazer mal aos filhos, como muitos fazem, e sim por estar passando por fases terríveis, com os paparazzis e tudo mais. Tá, é o preço da fama, mas as pessoas esquecem de ver que eles são como todo mundo, eles são seres humanos, eles tem sentimentos, eles sentem raiva, eles sentem dores, eles se sentem confusos, eles também tem o direito de errar ... todos tem!.
    Então que direito temos de amaldiçoar, de rir, de condenar e julgar uma pessoa por falhas que também cometemos e que também iremos cometer? Pessoas NÃO SÃO BRINQUEDOS. E ninguém gosta de ser tratrado como.
    Muitas pessoas, MUITAS mesmo sonham com a fama, com o dinheiro e com o poder que isso trás, mas elas simplesmente esquecem de ver o lado ruim de tudo isso, porque SIM, TUDO nessa vida tem um lado bom e ruim, T.U.D.O! E com a fama, também vem as consequências. O assédio excesivo dos fãs, a perda da liberdade, os paparazzis torrando o seu saco a cada suspiro, as pessoas te julgando, o povo falando o que você é, não é, o que deve ou não fazer. Não pensem que tudo é maravilha.
    Será que ela, não trocaria tudo o que conquistou hoje, para ser uma anônima e poder viver em paz com seus filhos?
    Pensem.


    @nati_nina










    sexta-feira, 18 de novembro de 2011


    Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, as vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso.


    @nati_nina



    quinta-feira, 17 de novembro de 2011

    A vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico.

    Achei essa reportagem na revista época e é muito interessante, seria legal se as pessoas lessem e vissem que o preconceito existe sim. Acho que engraçado que as mesmas pessoas que lutam contra o preconceito em cima de negros, homossexuais e igualdade de sexo, ainda não respeitem ateus.

    O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.

    - Você é evangélico? – ela perguntou.
    - Sou! – ele respondeu, animado.
    - De que igreja?
    - Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
    - Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
    - Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
    - Legal.
    - De que religião você é?
    - Eu não tenho religião. Sou ateia.
    - Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
    - Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
    - Deus me livre!
    - Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
    - (riso nervoso).
    - Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
    - Por que as boas ações não salvam.
    - Não?
    - Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
    - Mas eu não quero ser salva.
    - Deus me livre!
    - Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
    - Acho que você é espírita.
    - Não, já disse a você. Sou ateia.
    - É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
    - Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
    - É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...

    O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)

    Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:

    - Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
    - Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
    Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.

    Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.

    Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.

    É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.

    Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.

    Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.

    Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.

    Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.

    Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.

    Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele.


    @nati_nina



    terça-feira, 15 de novembro de 2011

    Só rindo mesmo.

    Pra descontrair =)

























    @nati_nina

    domingo, 13 de novembro de 2011

    "Casa nova"

    Eu falei que quando a casa tivesse pronta, iria colocar as fotos. Pra quem conheceu o apartamento antigo, vai achar muita diferença na reforma. Pra quem não ... ignorem esse post.























    @nati_nina


    sábado, 12 de novembro de 2011

    Ateísmo.



    Bom, eu tenho há quase 2 anos o meu blog, e na verdade nem sei se cheguei a falar de religião e ateísmo, provavelmente sim, mas não me recordo, e como hoje em dia muitas pessoas leem o meu blog, resolvi fazer uma matéria sobre isso, mesmo sabendo que muita gente não aprova, e irei perder muitos pontos com esse post, mas como eu respeito a crença de todos, gostaria que as pessoas respeitassem a minha não crença, sem críticas e julgamentos. Se alguém ao final do post quiser ter uma discussão sadia, sem arrogância, eu estou dentro, adoro discussões cabeças e que façam ambas as partes refletirem sem brigas, sem discussões e nesses assuntos, sem sarcasmo, se bem que falando de religião e ateísmo sarcasmo e ironia são coisas bem comuns, mas por enquanto, vamos deixá-las fora, certo? Por enquanto ...

    Bom, como todos sabem o facebook agora está lotado de tirinhas e de imagens subliminares para compartilhar, virou uma onda lá. Até que achei essa tal tirinha, vejamos:

    Claro que como eu, muitas pessoas curtiram, e como em todo o lugar, sempre tem alguém que embaralha as coisas, e começa a ver o lado "ruim" da coisa onde se quer existe. Assim como no youtube de vez em quando vemos um vídeo lindo, e não entendemos como tem uma barrinha vermelha de pessoas que não gostaram. Ou um vídeo de uma criança por exemplo, o da formiguinha - a presença de pessoas que falam que isso é judiação e começam a xingar o pai, simplesmente me dá nos nervos. TUDO mistura religião e a chatice, conhecem essa palavra? CHATICE. Então ... Pois bem, a tirinha pra quem não entendeu, é uma festinha de aniversário, onde os amigos fizeram o famoso "com quem será" com o amigo, e ao invés dele curtir a esses momentos de criança nas quais a maioria (normais) passam, ele substitui pela religião (novamente) falando em crenças, citando o nome do "senhor". Ok. Você aí que é tão lunático como ele, provavelmente achará a tirinha ofensiva, mas ela não é, ela é uma realidade. E as pessoas nunca querem ver aquilo que elas são, elas enxergam somente o que querem, e sim, vocês são um PÉ NO SACO. Eu não recrimino quem tem religião, quem acredita em "Deus" ou tem "Jesus" no coração, até porque, um dia já fui espírita, e todos aqui em casa são, mas, são de uma maneira proporcionalmente normal, e ninguém faz disso, a coisa mais importante da sua vida.
    Eu fico abismada com o número de gente que deixa de viver uma vida, seja ir pra balada, pegar um carro, ficar com um desconhecido pelo menos uma vez na vida, usar uma saia, ou fazer algo "sujo" alguma vez, UMA VEZINHA SÓ, digamos, VIVER, por causa de uma crença.
    CARA, para ... Os ateus são minoria, os religiosos, a maioria, mas tente ser uma pessoa que saiba equilibrar as coisas; tente ser uma pessoa que não se foca só em um assunto. Por exemplo, pessoas que ficam falando de Deus e Jesus no twitter, é chato amigo, é muito chato, primeiro porque você desagrada muito dos seus seguidores, assim como por exemplo ateus falarem de religiosos, segundo porque se eles existirem, ELES NÃO LEEM O SEU TWITTER. ENTENDEU? Quer ser ouvido? segundo a crença de vocês, REZEM, pronto, e de preferência, em voz baixa, ouviu evangélicos? Se o superior existir, tenho certeza de que ele não é surdo, vocês não precisam gritar, ok?
    Na realidade, o que eu quero dizer, é que vocês podem e devem ter a crença de vocês, mas de uma maneira civilizada, de uma maneira que faça bem a vocês. Ninguém é obrigado a seguir o que está em um livro (bíblia) sem contestar, sem represálias, seguindo tudo a risca. TUDO que é em excesso, tudo que é fanatismo, faz mal, é ruim, não é bom. E não digo que só tem malandragem na igreja evangélica porque é mentira, já vi malandragem em quase todas as religiões, e isso foi um dos grandes motivos de eu largar mão da minha fé, começar a ler, a estudar e escolher as minhas próprias crenças. E vou te falar, o que eu já levei de encarada e tapa na cara por pensar desse jeito, não é mole. As pessoas são preconceituosas, e ignorantes, elas não aceitam que outras pessoas tenham pensamentos diferentes, mas sim, existe, e você vai ter que lidar com isso, e principalmente respeitar. Assim como vocês precisam respeitar os pobres, os negros, os homossexuais, e assim por diante. Não é algo que você possa mudar ou fazer algo a respeito ... ou seu pastor não vai poder transformar um homossexual em um heterossexual, por favor, entenda isso, sua religião não tem esse poder, as pessoas são o que são, e você não pode fazer nada a respeito.

    Acho um absurdo quando leio algo de jesus e as pessoas dizendo que é ele em primeiro lugar sempre, porque ele deu a vida dele por elas. OK, OK, compreensível até você dar a vida por um "ídolo", já que eu daria até por amigos meus que sei que não fariam o mesmo. Mas pera aí, primeiro lugar? E seus pais? Não te concederam a vida? Também não morreriam por você? Você sabe viver sem seu jesus, e sem a sua mãe, você saberia? Sem seu pai, você saberia? Reflita. Afinal, além deles te colocarem no mundo, falarem que morreriam por você, foram eles que limparam sua bundinha e ficaram acordados tarde da noite enquanto você vomitava, ou estava tendo uma diarréia. Tá? só pra constar. Na minha vida, sempre vai ser meu pai e minha mãe em primeiro lugar, sempre.
    A religião nunca será capaz de reformar a humanidade porque religião é uma escravidão. Quantas vidas tiradas eu já vi, já acompanhei por causa de religião? de crenças, de rituais, de futilidades? Estamos falando de VIDAS tiradas devido a crenças. Isso é certo? O caso mais abominante foi o do maldito que matou aquelas crianças no RJ. Me digam, as pessoas usam a religião pro bem? A maioria infelizmente não, faz dela uma competição sem nexo e ridícula. Infelizmente, usam a religião como uma arma, e não a usam para o bem. (Não se ofenda, estou falando da grande maioria, não de todos). A Religião persegue, tortura e queima quem discorda dela, isso, logo no começo do mundo, há muitos séculos. Assistam "Terror em silent hill" por favor. A ciência e a filosofia nunca mataram ninguém, apenas buscam descobrir as leis da natureza.
    Eu tenho muitos amigos que acreditam em deus, como tenho muitos amigos ateus, e ambos se respeitam, e muitas vezes até debatem numa boa sobre o assunto. Se você quer respeito, primeiramente você precisa respeitar, e não julgar.

    Por exemplo, não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências… Baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar. Muitas vezes eu os invejo, gostaria de ser como eles, acreditar, cair, e continuar acreditando, mas, nem todo mundo consegue ser assim.

    Gostaria também de explicar a sutil diferença entre ateísmo e agnóstico ateísta.
    Ateísmo é aquele que tem certeza de que um ser superior não exista, e acha que tudo que está escrito, não é o correto. Também não veriam nada demais se um pai tivesse uma relação com uma filha, a mãe com um filho, irmãos entre si, porque isso de pecado, para os ateus não existe, porque está na bíblia. Já os as agnósticos ateístas, que é o meu caso, não são tão radicais. Eles não querem comprovar nada, e também não tem certeza se existe ou não, mas tudo o leva a crer que não. Agnóstico - Acredita em deus mas não tem religião. Ateísta - Não acredita em ser superior. Junte as 2, e veja se não faz sentido. Então, quem sabe explicando dessa forma, algumas pessoas parem de me olhar torto e parem de me julgar?
    Quem nunca ouviu a música "Imagine" do John Lennon? É fantástica, e nela fala sobre um mundo perfeito "Imagine que não tenha um paraíso, é fácil se você acreditar, nenhum inferno pertence a nós .... imagine todas as pessoas vivendo o hoje, nada que possa matar ou morrer, E NADA DE RELIGIÃO TAMBÉM, imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz?" Não é a toa que essa música foi um sucesso mundial, e uma das minhas prediletas, muita gente é religiosa e nem entendeu o que John Lennon quis dizer com a música.
    Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível. Se realmente existir um mundo, um deus, que separa o inferno e o céu entre pessoas que bebem uma vez na vida, que são gays, que fumam, e faz diferenças fúteis, eu realmente não quero viver em mundo desprezível como esse.
    Não consigo acreditar que o mesmo deus que nos deu inteligência, razão e bom senso nos proíba de usá-los.
    Vamos parar pra pensar ... vocês julgam as pessoas por serem religiosas ou não. Quantas pessoas de religião já mataram, já assassinaram e já perseguiram por uma fé? E quantas pessoas atéias, ateus, ou agnósticos que já pregaram o bem, fazem a sua parte o dia dia, são pessoas trabalhadores e não precisam de religião pra provar que são pessoas de caráter? Como em todo lugar, existem as pessoas boas, e ruins, mas é besteira você classificá-las assim por crença, abra sua mente.
    Não sou religiosa. Respeito todas as crenças, mas os religiosos não têm nenhum respeito pelas pessoas sem fé. Quando digo que não tenho religião, acham que sou imoral. É como se eu tivesse parte com o diabo. Eu creio que não há nada que sabemos, exceto que devemos ser gentis uns com os outros e fazer o que pudermos pelas pessoas. A bondade está no coração de cada um, e nas atitudes, sem rótulos. Saiba separar as coisas, deixe de ser radical, pare de querer converter todo mundo a algo que você acredite, se você é religioso, deveria saber que cada um tem seu livre arbítrio e cada um deve acreditar naquilo que lhe é favorável.
    Nem preciso dizer quantas religiões já se aproveitaram de pessoas ingênuas para ganhar dinheiro né? Essa parte vou pular, porque é muito clichê, só não ve quem não quer. E só continua a contribuir, quem é imbecíl. O seu dinheiro não vai comprar um pedacinho no céu, infelizmente, mas você poderia ter vergonha na cara e ajudar um hospital com crianças que portam leucemia, seu dinheiro seria muito mais util, e quem sabe assim, no final, você tenha algo com o que possa se orgulhas.
    Eu sinceramente, não sou um atéia total, como disse nas diferenças. Todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro. Eu vejo muita a qual não consigo aceitar, mortes, guerras, crianças morrendo, fome ... enfim ...Outra coisa que me deixa possessa, é um médico salvar a vida de um paciente, e falarem "AI GRAÇAS A DEUS, SENHOR CUROU MEU FILHO" NÃO SUA MULA ABESTADA, não foi, foi o médico, agradeça a ele porra, ele salvou seu filho, foi a mão dele e não a do seu senhor.
    Eu não acho que fomos feitos pra coisa alguma, nós somos apenas produtos da evolução. Você pode até dizer ‘Nossa, sua vida deve ser horrível já que não acredita que há um propósito’, mas eu não ligo.

    Boa tarde.


    @nati_nina

    sexta-feira, 11 de novembro de 2011

    É muita fofura.



    MEU, EU QUERO PRA MIM *--------*




    @nati_nina

    quinta-feira, 10 de novembro de 2011


    A dor supera o orgulho?

    (green day)



    @nati_nina







    @nati_nina

    @nati_nina